Ex-Grêmio defende Tinga após polêmica envolvendo Bolsonaro: “Você é gigante”

Através das redes sociais, o ex-atacante Amoroso, que defendeu o Grêmio na temporada de 2007, saiu em defesa do amigo Paulo César Tinga, que teve o seu nome ligado pela Folha de S.Paulo ao polêmico discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o coronavírus exibido na noite da última terça-feira.

O jornal informou que o ex-atleta esteve na reunião que acertou detalhes da fala do presidente, algo negado com veemência por Tinga em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Você é gigante irmão.. Orgulho da sua amizade e idoneidade.. Gente da melhor qualidade!!”, escreveu Amoroso nos comentários de uma postagem do próprio Tinga no Instagram.

Tinga admitiu que esteve em Brasília na terça-feira discutindo pautas ligadas ao futebol e que teve um encontro de não mais que dois minutos com Bolsonaro.

“Fiquei muito feliz de ter sido chamado para falar sobre aquilo que domino. E o que domino é o futebol. Vivi o futebol 20 anos na prática, a transformação da minha vida veio através do futebol”, disse programa Timeline, da Rádio Gaúcha. “Brinquei um pouquinho sobre times e saí fora. Quem sou eu para falar de discurso”.

Por ter novamente minimizado os riscos do coronavírus, chamando-o de “gripezinha, resfriadinho”, além de ter pedido a volta das aulas em meio à pandemia, Bolsonaro foi bastante criticado por sua fala – o meia Jean Pyerre, do Grêmio, fez suas críticas na web.

Confira aqui a nota oficial divulgada por Tinga:

“Estou vindo a público para esclarecer sobre a notícia de que participei de uma reunião em Brasília para colaborar no discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Há duas semanas recebi uma ligação do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que queria conversar sobre futebol e questões sociais. Nesse mesmo dia, Lorenzoni me convidou a ir a Brasília para ouvir minha opinião sobre o tema. A reunião foi agendada para essa terça-feira, dia 24 de março. Ao término, o ministro me levou até o gabinete da Presidência da República para me apresentar ao presidente Jair Bolsonaro.

Nosso encontro não fazia parte da agenda presidencial, muito menos para tratar de qualquer assunto de caráter oficial. Nos poucos minutos em que estive no gabinete, conversamos apenas sobre amenidades. Em instante nenhum foi sequer ventilado que o presidente iria fazer um pronunciamento à nação no período da noite.

A notícia que liga a minha pessoa ao conteúdo da fala do presidente Jair Bolsonaro não faz nenhum sentido. Lamento que o jornalista que veiculou a matéria não tenha me procurado para checar e/ou confirmar as informações”.

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