Galvão critica postura de Renato após vitória no Gre-Nal: “Não pode ser desrespeitoso como foi”

Treinador fez duras críticas à imprensa gaúcha, mas não citou nomes depois do clássico

A vitória do Grêmio de 1×0 no clássico Gre-Nal da quarta-feira, pela Libertadores, impulsionou uma forte coletiva de imprensa do técnico Renato Portaluppi, que, sem citar nomes, disparou contra “manchetes” de jornalistas gaúchos e os acusou de serem colorados. Algo que, na visão do narrador Galvão Bueno, foi “desrespeitoso”.

Foi desta maneira que o tradicional locutor da Rede Globo fez a sua participação no último programa Seleção SporTV, do SporTV:

“Renato, você não pode ser desrespeitoso da forma que foi. Se alguém deu uma opinião sobre achar que um time está melhor que outro, e esse time é o seu, use a manchete, use a opinião para motivar o seu time. Mas não fale em falta de educação e não fale em falta de respeito. Porque você não foi muito bem educado na sua resposta de ontem (quarta)”, disse Galvão.

Renato, na entrevista, reclamou exatamente da suposta falta de respeito de membros da imprensa gaúcha que, segundo ele, teriam dito ou escrito que o Inter amassaria o Grêmio e que o Gre-Nal seria o jogo da “humilhação”.

Confira os principais tópicos da forte coletiva de imprensa de Renato:

“O Grêmio não se encontra numa fase ótima. Mas muita gente continua insistindo em falar que nossa fase é horrível. Eu queria saber onde é horrível”
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“As coisas ruins que chegam lá de fora não entram aqui, não deixo entrar. Mais uma vez, o grupo deu essa resposta. O grupo sempre foi fechado, vai continuar fechado e vai trabalhar para buscar os melhores resultados”
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“Muita gente não fala, o Grêmio está há dez Gre-Nais sem perder. Quatro empates e seis vitórias. O que falar do nosso rival que está há quatro anos sem ganhar nada? Essas pessoas precisam ter respeito”
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“Agradeço às manchetes que vocês nos deram hoje. Que o Internacional ia nos amassar, que o Internacional ia sufocar o Grêmio, que ia ser o Gre-Nal do ano, que o Internacional ia atropelar a gente. Depois, era o campo. Depois, o Internacional jogou melhor, ia ganhar na Arena. Dois a zero para o Grêmio. Na pandemia, quando eu estava no Rio de Janeiro, falaram que, no primeiro Gre-Nal, o Inter estava treinando há três meses e ia atropelar o Grêmio. Um a zero para o Grêmio”
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“Vocês peguem a camisa de vocês que está amassada debaixo da roupa que estão trabalhando, escondam e coloquem ela no armário. Essa sim está amassada. Hoje, mais uma vez, foram mal-educados (imprensa). Vocês tem que ter uma consciência, tem que ser profissionais. Vocês falaram que o Internacional ia amassar o Grêmio”
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“Amanhã, não fiquem com vergonha, não. Repitam o que falaram hoje. Abram o paletó e podem mostrar a camisa do Internacional por baixo. O sofrimento é grande, e vocês continuarão sofrendo. Podem ter certeza disso”
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“Fechem bem o botão para a camiseta do Inter não aparecer por baixo”
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“O Grêmio está ganhando praticamente quase que tudo há quatro anos. E por causa de dois ou três jogos, todo mundo passou a não saber mais nada, não conhecer futebol. A gente adora quando vêm essas críticas, que vem do coração, não da cabeça”
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“As pessoas não levam em consideração que temos dez, doze jogadores no departamento médico. O entrosamento não é o mesmo. E, mesmo assim, sempre banquei”
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“O Grêmio ganhou sete títulos (nos últimos quatro anos), onde tem crise nisso? Porque o Grêmio não estava ganhando há três, quatro jogos? O torcedor, em momento algum, tem que estar desconfiado do nosso trabalho e do nosso grupo”

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