Marcão explica como o Inter buscou a Sul-Americana, brinca sobre D’Ale e aprova Coudet: “Gostando muito”

Reportagem do Zona Mista publica entrevista exclusiva com Marcão, ex-lateral-esquerdo do Inter

Foto: Alexandre Lops/Divulgação/Inter
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Lateral-esquerdo colorado entre as temporadas de 2007 e 2008, Marcão foi um dos nomes presentes na conquista inédita do Inter na Sul-Americana. Seria aquela a melhor equipe formada no Beira-Rio na história recente? Essa foi uma das perguntas da reportagem do Zona Mista ao novo entrevistado, que também falou de D’Alessandro, da sua saída em 2009 e do trabalho de Eduardo Coudet.

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Zona Mista: Marcão, como você avalia a sua passagem pelo Inter entre 2007 e 2008? Tirando o Athletico, o Inter foi o time que você mais se identificou?

Marcão: Com certeza são os dois clubes que eu mais me identifico. Eu vivi a melhor fase de toda a minha carreira nesses dois clubes. Eu torço e acompanho sempre.

ZM: Uma das características daquele time de 2008, que venceu a Sul-Americana, era ter uma linha de quatro zagueiros atrás. Quando o Tite montou assim, vocês imaginavam que poderia dar certo como deu?

M: O Tite foi muito inteligente. O mérito é totalmente dele. Aquela nossa linha de quatro defensores dava uma consistência defensiva muito boa. E dava liberdade para o pessoal da frente jogar solto. Eles também vinham preencher o espaço, e quando roubávamos a bola eles estavam descansados para atacar. A equipe era muito equilibrada e isso fez com que nós conquistássemos o título da Sul-Americana.

ZM: Aqui no RS, entre os colorados, muito se discute se aquele time de 2008 foi o melhor da história recente do clube. Na sua opinião, o time que ganhou a Sul-Americana de 2008 é até melhor que o Inter de 2006 e 2010?

M: Eu não posso negar que me sinto muito lisonjeado por isso, mas o Inter teve grandes equipes na história. Seria injusto da minha parte falar que fomos a melhor. O que eu acredito é que fizemos um bom trabalho e esse trabalho ficou marcado na história. Então, me sinto feliz de ter marcado o nome na história do clube.

ZM: Em 2009, a sua saída do Inter teve relação com a contratação do Kleber? Ou havia o seu desejo de ficar?

M: Não havia o meu desejo de sair, eu era muito feliz no Inter. E não teve ligação com a contratação do Kleber, pois um clube como o Inter tem que ter um grupo muito forte sempre. Acontece que recebi uma proposta do Palmeiras e era bom pra mim e também para o Inter. Além disso, eu já estava com 33 anos. Era mais uma situação de criar segurança pra mim. Eu pensei no pós-carreira, além de poder jogar em um grande clube de São Paulo.

ZM: Já naquela época você foi companheiro do D’Alessandro, que segue no clube. O que mais te chamava a atenção nele e como você avalia ele jogando até hoje?

M: O que mais me chama atenção no D’Alessandro é o profissionalismo. E é por isso que ele está jogando até hoje. Ele demonstrou e demonstra muita dedicação. Além disso, tem uma vontade de vencer muito grande, não gosta de perder nem par ou ímpar. Lembro bem. Deus o livre se não tocasse a bola pra ele nos treinos e nos jogos. Sempre muito participativo. Então ele sempre foi o diferencial da nossa equipe. A história que ele tem no Inter é muito bonita, e essa história o levou a ser um dos maiores ídolos do clube.

ZM: Você consegue e gosta de acompanhar o Inter ainda? O que tem achado do Inter de 2020 do Eduardo Coudet?

M: Acompanho sempre. Eu estou gostando muito do Inter de 2020. Demonstrou uma organização tática e uma intensidade muito grande nos jogos, além de ser uma equipe extremamente agressiva sem a bola. Esse é o estilo de jogo que sempre vivi no Inter, que levou a conquista dos grandes títulos.

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