No Inter, Coudet teria dois jogadores de confiança e abandonaria jogo reativo

Para entender um pouco mais a metodologia de trabalho do técnico Eduardo Coudet, alvo do Inter para o lugar vago desde a demissão de Odair Hellmann, a reportagem do Zona Mista conversou com o comentarista Cristiano Oliveira, da Rádio Guaíba, fã de futebol sul-americano e conhecedor do Racing, atual clube dirigido pelo técnico.

Segundo Oliveira, Coudet implementaria um 4-1-3-2 tendo Edenilson e Patrick como dois homens de confiança nesse esquema. O analista também não imagina o chamado “jogo reativo” sendo mantido, mesmo fora de casa. Acompanhe a conversa:

Zona Mista: Como você definiria o estilo de jogo das equipes de Eduardo Coudet?

Cristiano Oliveira: Coudet costuma jogar no esquema 4-1-3-2, um desenho pouco usual no futebol brasileiro. Aqui, apenas o Flamengo de Jorge Jesus atua assim. Com relação ao modelo, podemos definir que Coudet gosta de ter a bola, mas seus times não ficam presos a conceitos de passes curtos. Seu Racing é o vice-líder em posse de bola na Superliga Argentina e o time que mais troca passes, mas também é a equipe que mais usa o recurso da bola longa. Coudet é um adepto do jogo de segurança. Passes curtos, sim, desde que isso não represente perigo perto de sua meta. Se precisar, seu time usa ligação direta sem receios. Sem a bola, muita pressão na zona da bola, linhas de marcação muito próximas e objetivo claro de deixar o adversário desconfortável.

ZM: Uma das grandes críticas ao Odair era sobre a postura excessivamente defensiva em jogos fora de casa e o tal “jogo reativo”. Coudet representa o oposto de Odair? O Inter mudará muito do que era?

CO: Coudet não é um técnico de princípios reativos. Diria que é um treinador que coloca a intensidade e o dinamismo acima de qualquer coisa. Blocos altos, pressão na zona da bola e jogo objetivo são as marcas de seus times.

ZM: Os atuais jogadores do time satisfazem a filosofia de jogo de Coudet ou você imagina uma grande transformação no elenco a partir de janeiro?

CO: Com o Inter atual, imagino facilmente Lindoso como volante responsável pela saída de bola e vejo muito, mas muito claramente Edenílson e Patrick como meias abertos na linha de três do 4-1-3-2. Edenílson e Patrick são a representação do que Coudet considera o jogo ideal. O que não vejo no atual elenco é um atacante capaz de pressionar a saída adversária. Guerrero seria de extrema utilidade pelo pivô e por ganhar a primeira bola, mas precisaria de um parceiro mais intenso e agressivo.

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