Pitbull cita época de torcedor no Olímpico, aprova história no Grêmio e se orgulha de ter batizado pizza em Portugal

Reportagem do Zona Mista publica entrevista exclusiva com o ex-atacante Cláudio Pitbull

Foto: Mauro Vieira/Agência RBS
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De torcedor fanático de arquibancada ao jovem buscando se firmar no elenco principal, Cláudio Pitbull realizou o sonho de todo garoto gremista que gosta de futebol. Entre 1999 e 2004 no Grêmio, ganhou dois estaduais, uma Copa do Brasil e o curioso apelido dado pelo ex-técnico Antônio Lopes. Mas foi em Portugal, no Vitória de Setúbal, que o atacante – aposentado desde 2018 – viveu os momentos mais dourados da carreira, virando até nome de pizza em homenagem dos torcedores.

Zona Mista: Para iniciarmos nossa conversa, gostaria de te perguntar como você avalia a sua passagem pelo Grêmio. Qual o momento você considera mais marcante?

Cláudio Pitbull: Minha passagem pelo Grêmio se inicia nos meus 11 anos e vai até os 23, quando fui vendido ao Porto, de Portugal. Vem um filme na nossa cabeça relembrar toda minha infância no Grêmio. Desde o primeiro treino no “carecão”, que depois virou estacionamento, os treinos no Cristal e depois toda a base em Eldorado do Sul. A minha passagem, no meu modo de ver, foi boa. Quando joguei, dei conta do recado. E você, vindo da base, é muito mais difícil. Tirando o rebaixamento em 2004, que é sempre muito difícil, ainda mais pra mim que sempre fui torcedor de ir atrás do gol no Olímpico com a Torcida Jovem. Sofri muito mais. Mas, em geral, entendo que a minha passagem foi muito boa.

ZM: Como surgiu esse apelido que até hoje você carrega? É verdade que foi o técnico Antônio Lopes que começou a te chamar de Pitbull?

CP: Sim. Esse apelido quem deu foi o nosso ex-treinador Antônio Lopes. Isso aconteceu em um treinamento. Eu não gostava de perder jamais, estava sempre brigando. E ele brincou um dia. Chegou pra mim e disse: “Você parece um Pitbull”. Todo mundo do time começou a rir depois disso. Eu fiquei brabo. E por ter ficado brabo que o apelido pegou e ficou até hoje.

ZM: Você sempre foi um jogador, mesmo sendo atacante, que lutava muito e tinha raça dentro de campo. Já naquela época, você entendia que esse era o espírito ideal para jogar no Grêmio?

CP: Bom, o espírito do gremista sempre foi esse. De lutar, de nunca desistir. É como diz o hino do clube. Até a pé nós iremos. Por isso que eu me identificava demais.

ZM: Como foi o episódio em que você brincou com o extintor de incêndio na concentração? É algo que você se arrepende ?

CP: Essa história do extintor… bom, foi uma brincadeira minha que eu fiz certa vez no hotel da concentração que o time estava. Eu fiz isso porque, na época, eu era imaturo demais. Eu pensei que nada iria acontecer. Acabou servindo como mais um aprendizado para a carreira e para a minha vida.

Nota da redação: às vésperas de uma partida contra o Criciúma, pelo Brasileirão de 2004, em Santa Catarina, Pitbull tirou o lacre do extintor de incêndio e jogou nos jogadores Léo Inácio e o George Lucas no hotel da concentração. O técnico da época José Luiz Plein mandou atacante de volta para Porto Alegre por indisciplina.

ZM: E fora do Grêmio, qual você considera ter sido o seu melhor momento em toda a carreira?

CP: Foi no Vitória de Setúbal, de Portugal, onde ficamos em 5° no Campeonato Português e nos classificamos para a Liga Europa da temporada seguinte. Também fomos campeões da primeira edição da Taça da Liga. Fui eleito o melhor jogador da final da competição. Depois, na Taça de Portugal, fomos até a semifinal e perdemos para o Porto. Aquele ano foi fantástico, a temporada 2007/2008 foi fantástica. Aliás, eu virei até nome de pizza por lá.

ZM: Você continua acompanhando o Grêmio nos dias de hoje? Se considera um torcedor gremista?

CP: Claro, com certeza. Eu acompanho o Grêmio sempre e levarei sempre esse clube no meu coração. Tudo que eu tenho e conquistei na vida eu devo ao Grêmio. Portanto, sou e serei gremista até o final.

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