Xodó de Renato, Diego Clementino lembra boa relação e fanatismo da torcida do Grêmio: “Criei um elo”

Reportagem do Zona Mista publica entrevista exclusiva com o atacante Diego Clementino

Foto: Pedro Revillion/Arquivo
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Diego Clementino se tornou o 12° jogador do Grêmio na arrancada que partiu do Z4 à classificação à Libertadores em 2010. Vindo do América-MG, ele entrava no segundo tempo, fazia gols e assim se tornava xodó do técnico Renato Portaluppi e da torcida, a mais “fanática” que viu na carreira segundo entrevista ao Zona Mista. Aos 36 anos, o atacante que chegou a ter marca de um gol a cada 34 minutos pelo Grêmio ainda está indeciso se para ou continua jogando. Mas histórias boas, principalmente em Porto Alegre, não se apagam mais.

Zona Mista: Diego, para relembramos a sua passagem pelo Grêmio, gostaria que você contasse como foi a sua contratação. Foi um pedido especial do Renato? Como você reagiu quando soube o interesse do Grêmio?

Diego Clementino: Foi, sim, um pedido especial do Renato. Aconteceu depois de uma partida que eu fiz jogando pelo América-MG. Estava na Série B. Entrei em uma partida, jogando bem, dei uma assistência e ganhamos o jogo. Era contra o Figueirense, então líder do campeonato. O empresário do Renato tinha o meu contato, e falou que o Renato gostaria que eu fosse para o Grêmio. No começo, fiquei um pouco assustado. Mas, depois, muito feliz. Achei uma honra. Honrado de poder, na época, vestir a camisa do Grêmio. Foi uma felicidade muito grande para mim.

ZM: Como era a convivência com o Renato? O que mais te chamava a atenção no atual treinador do Grêmio?

DC: A minha convivência com o Renato foi muito boa. Agradeço muito ele. Aprendi muita coisa com ele por nossa convivência naqueles anos. Ele foi um ótimo atacante. Então foi bom ter tido essa convivência. Claro que ele era aquele cara bastante extrovertido. E que ensinava várias coisas para os atacantes. Posso dizer que sou muito grato por ter trabalhado com o Renato.

ZM: Em campo, você fez gol na estreia e teve uma sequência de partidas boas entrando no 2° tempo, virando até xodó da torcida. O que você lembra em termos de desempenho?

DC: Eu lembro com muito carinho dos torcedores, porque eu entrava nos jogos e logo na estreia, e depois na segunda partida, já aconteceu de eu marcar gols. E aí criou aquele elo com a torcida. Começaram a colocar apelidos em mim, como xodó, talismã, amuleto. Isso era gratificante. E lembro de um desempenho meu contra o Atlético-PR. Era um jogo bem difícil e nós precisávamos ganhar. Entrei, estava 2×1 e ainda consegui fazer um gol. Junto com os meus companheiros, claro, mas foi uma jogada individual. Essa partida foi especial. Fiquei feliz de ter feito o terceiro gol e o Grêmio ter vencido de 3×1. Uma vitória que jamais vou esquecer.

ZM: Na sua época, o Grêmio ainda jogava no antigo Olímpico e a torcida costumava fazer aquela “avalanche” nos gols. Foi a torcida mais fanática dos clubes da sua carreira?

DC: Jogar no Olímpico era maravilhoso. É até uma tristeza de não existir mais jogos no Olímpico. Ainda mais com a avalanche dos torcedores do Grêmio. Mas falo também do carinho e da atenção que eles tinham por mim. Passei por muitos clubes grandes como Cruzeiro, Botafogo, o próprio Guarani, mas nunca vi torcida mais fanática, carinhosa, amorosa. Sim, a torcida do Grêmio é uma torcida diferente. Surpreendente a cada partida. Não para nunca de vibrar. Do começo ao fim. Principalmente onde ficava a avalanche. Então era algo incrível, bem bonito de se ver.

ZM: Recentemente, em uma outra entrevista, você contou que teve muitos vizinhos colorados em Porto Alegre. Como era essa convivência com os torcedores rivais?

DC: Verdade. Eu morava em um prédio na Padre Cacique. Bem perto do Beira-Rio. Tinha muitos torcedores colorados no prédio e eu não tive problema nenhum. Tinham carinho por mim também, assim como eu tinha por eles. Até falavam que eu tinha que jogar no Inter. Quem morava lá também era o Clemer, um cara sensacional, um baita profissional. Foi muito bom ter tido essa convivência com os colorados e graças a Deus nunca tivemos problemas. Claro que cada um respeitava e defendia o seu time. Mas foi gratificante ter esse respeito.

ZM: Quais os planos atuais nessa volta do futebol? Pretende seguir jogando?

DC: Até maio eu tinha contrato com uma equipe (vestia a camisa do Pacajus, no Ceará), aí veio a pandemia e o vínculo terminou. Ainda estou indeciso. Tem hora que eu quero continuar jogando, tem hora que eu quero parar. Já estou com 36 anos, a idade vai pesando. Não tenho uma coisa definida. Mas quem sabe apareça alguma proposta que seja boa pra mim, pro clube. Fico atento. Enquanto isso, sigo treinando. Fazendo a parte física, a parte técnica e fico no aguardo do que Deus tem preparado para mim.

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